Quinta, 26 de Novembro de 2020
ENTRE RIOS
Estudo aponta que Entre Rios é a pior cidade para envelhecer na Bahia e uma das priores do Brasil
Imagem: Redação
Publicado em 15/10/2020

O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), iniciativa do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon que conta com metodologia da Fundação Getúlio Vargas, chega à sua segunda edição com 876 municípios analisados, nos quais vivem 160 milhões de brasileiros. A primeira edição, lançada em 2017, analisou 498 cidades.

O objetivo do estudo é apontar, de forma clara e objetiva, os pontos positivos e negativos dessas cidades para que gestores, governantes e representantes da sociedade civil possam pensar em ações efetivas que promovam o aumento da longevidade com qualidade de vida nestas localidades.

Para isso, o IDL 2020 se baseou em 50 indicadores divididos em sete variáveis: Cuidados de Saúde; Bem-Estar; Finanças; Habitação; Cultura e Engajamento; Educação e Trabalho; e Indicadores Gerais. Os resultados mostraram que mais da metade dos municípios analisados não estão adequados para a longevidade de suas populações.

Para o Instituto, o dado é preocupante, visto que a população brasileira passa por um processo de envelhecimento acelerado.

“O papel do IDL é muito além de ser um ranking", explica Henrique Noya, diretor-executivo do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. "Ele é uma ferramenta prática que contribui diretamente para que os gestores públicos desenvolvam políticas que melhorem a qualidade de vida nas cidades, e para que os empresários identifiquem oportunidades de ofertas de produtos e serviços que atendam a essa mesma demanda. Da mesma forma, é um importante aliado para que a sociedade conheça de forma objetiva a realidade de seus municípios e, com isso, possa escolher melhor os seus próximos representantes, principalmente em um ano de eleição municipal”.

Para a pesquisa foram selecionadas as mil cidades mais populosas do Brasil. Para a análise elas foram divididas em dois grupos: as 300 maiores e as 700 menores. Devido a falta de dados disponíveis para as análises comparativas, o número de cidades avaliadas caiu de mil para 876, que foram divididas em 280 cidades maiores e 596 menores, explica reportagem da Agência Brasil.

Na Bahia, ao todo, 16 cidades participaram da análise no grupo de cidades maiores, e 58 entre as menores. Entre as menores, Seabra aparece com o melhor indicador e 345 no IDL geral. Seguida por Guanambi (350), Itapetinga (354), Brumado (367), Santo Antônio de Jesus (368), Jacobina (370), Santaluz (372), Livramento de Nossa Senhor (373), Amargosa (378), Senhor do Bonfim (384), Cruz das Almas (385) e Macaúbas (386).

E Entre Rios, foi a pior colocada da Bahia e umas das priores do Brasil, ficando na posição 586 no geral.

Abaixo dados do estudo:




Dados completos do estudo pode ser acessado no site: https://institutomongeralaegon.org/longevidade-e-cidades/idl/brasil/nordeste/entre-rios

O que é o IDL ?
O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade – Instituto de Longevidade Mongeral Aegon (IDL) é um instrumento de medida do grau de preparação dos municípios brasileiros para o envelhecimento de suas comunidades. Fruto da parceria entre o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon e a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP), por meio do IDL são reveladas as atuais condições de 876 cidades brasileiras, tendo em vista sua capacidade de atender às necessidades básicas de vida, destacadamente dos adultos mais idosos.

Por: Redação/ Instituto Mangeral Aegon
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