Sábado, 21 de Outubro de 2017
SEM BANCO POSTAL
Correios encerra serviços do Banco Postal em Entre Rios e Cardeal da Silva
Imagem: Internet
Publicado em 04/10/2017

Os serviços prestados pelo Banco Postal nas agências dos Correios na Bahia serão encerrados a partir da próxima quarta-feira (11), conforme anunciado pela empresa. Em todo o estado, o serviço será suspenso em 440 unidades, inclusive Entre Rios e Cardeal da Silva.

As agências dos Correios não serão fechadas, apenas o serviço de correspondente bancário será descontinuado. Os demais serviços dos Correios continuarão a ser prestados normalmente nas unidades, segundo a empresa.

Segundo nota enviada pela assessoria de imprensa dos Correios, os altos custos de manutenção e segurança tornam "inviáveis" os serviços do Banco Postal. Em todo o Brasil, os serviços deixarão de ser prestados em 1.827 agências da estatal em 12 estados.
Segundo os Correios, Bahia e Paraná serão os estados com o maior número de encerramentos.

O Banco Postal é uma parceria com o Banco do Brasil que se vale da rede de atendimento dos Correios para a intermediação de serviços bancários básicos. Em vários municípios chega a ser a única opção de acesso bancário. Atualmente, o serviço é oferecidos em 440 unidades dos Correios na Bahia e 6.500 agências dos Correios em todo o país.

Os Correios enfrentam uma severa crise econômica. Nos últimos dois anos, os Correios apresentaram prejuízos que somam, aproximadamente, R$ 4 bilhões. Desse total, 65% correspondem a despesas de pessoal.

Em 2016, os Correios anunciaram um Programa de Demissão Incentivada (PDI) e pretendia atingir a meta de 8 mil servidores, mas apenas 5,5 mil aderiram ao programa.
Os Correios anunciaram em março o fechamento de 250 agências, apenas em municípios com mais de 50 mil habitantes, além de uma série de medidas de redução de custos e de reestruturação da folha de pagamentos.

Em abril, o presidente dos Correios, Guilherme Campos, afirmou que a demissão de servidores concursados vinha sendo estudada. Segundo ele, os Correios não têm condições de continuar arcando com sua atual folha de pagamento e contratou um estudo para calcular quantos servidores teriam que ser demitidos para que o gasto com a folha fosse ajustado.

A estatal alega ainda que o custeio do plano de saúde dos funcionários é responsável pela maior parte do déficit da empresa registrado nos últimos anos. Hoje a estatal arca com 93% dos custos dos planos de saúde e os funcionários, com 7%.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que existe a possibilidade de privatizar os Correios, mas afirmou que ainda “não há uma decisão tomada”, já que “isso é uma coisa que tem que ser tratada com muito cuidado”.

Por: G1 Bahia
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